Onde tudo começou

DSC 0928 - Onde tudo começou

Começou com a curiosidade. A vontade de saber de onde veio todos os ensinamentos do nosso sensei, do sensei do nosso sensei, até chegar a origem de tudo. Nós sempre temos aquele questionamento: de onde nós viemos? Quem nós somos? Quem queremos ser? E no karatê, por mais que muitos de nós não tivemos a oportunidade de vir de uma linhagem familiar de karatekas, nos sentimos conectados de alguma forma com os percursores que viveram em uma ilha do outro lado do mundo. Não tivemos a mesma história e nem temos a mesma cultura, mas a vontade conhecer o próprio corpo e ir além dos seus limites é o mesmo. Foi nessa busca de entender e viver o karatê que decidimos criar um blog sobre isso: Além do Tatame.

O motivo do nome é simples: karatê não acaba quando você sai do tatame ou do dojo. É aí que você começa a por em prática tudo que aprendeu, sendo em casa, na escola, no trabalho, no trânsito e nas diversas situações do cotidiano. No karatê tradicional de Okinawa, essa arte marcial é mais do que esporte e defesa pessoal, é um estilo de vida. E queremos entender mais o que é esse estilo de vida.

Estamos falando o tempo todo de nós, não é mesmo? Afinal quem somos nós?

 

Wellingtom está usando kimono branco e está na posição shikodachi, fazendo age uke shuto e gedan barai shuto. Ao fundo vê uma construção chinesa e um céu azul.

 

Eu sou Wellington Serri, tenho 22 anos, faixa preta 3º Dan da escola Okinawa Shorin Ryu Karatê Do Jyureikan Brasil e 1º Dan da escola Okinawa Kobudo Jinbukai – Filial do Brasil. Sou formado em Educação Física (Licenciatura e estou terminando o Bacharelado). Minha história com o karatê Shorin-ryu tem início há 10 anos, sempre gostei de lutas e era viciado em filmes de ação como todo garoto da minha idade na época -13 anos. Mas, o real motivo de eu procurar o karatê, era cobrir a falta que meu pai fazia, por ter saído de casa quando eu tinha 10 anos. O karatê foi uma grande descoberta para minha vida, porque eu finalmente encontrei o meu caminho, finalmente eu havia encontrado um motivo para ser alguém melhor do que as pessoas e meus próprios familiares julgavam, com a prática e a cada novo ensinamento do meu primeiro sensei, fui me tornando cada vez mais determinado em ser algo melhor, em ser um atleta melhor, um filho melhor. Hoje, sou faixa preta 3º Dan, dou aula e passo adiante os conhecimentos que adquiri com os meus sensei, ao novos alunos que, assim como eu, veem no karatê a possibilidade de mudança em suas vidas. Com isso, nunca paro de me surpreender com as possibilidades que este estilo de vida nos reserva.

 

Danielly está em um jardim muito verde, vestida de quimono branco e usando sua faixa roxa. Ela tem cabelos ruivos e estão soltos. Ela está chutando, um chute yoko geri chudan com a perna esquerda.

 

E eu sou Danielly Stefanie, tenho 23 anos,2º Kyu da escola Okinawa Shorin Ryu Karatê Do Jyureikan Brasil e 5º Kyu da escola Okinawa Kobudo Jinbukai – Filial do Brasil. Sou formada em Publicidade e trabalho com design. Entrei no karatê há 3 anos e ainda há um longo caminho pela frente. Sempre me interessei pela cultura japonesa e posteriormente, a cultura okinawana. O karatê mudou muito minha vida, de uma garota tímida e insegura, aprendi a confiar mais em mim mesma e ganhei força para superar meus medos e limites. Tenho dificuldades com os movimentos, mas a vontade de aprender e melhorar me dão forças para não desistir. Quero ser uma karateka modelo para outras gerações de mulheres e garotas que precisam deixar a insegurança de lado para se tornarem fortes.

O blog será atualizado todas as semanas com posts cheios de referências, cultura japonesa e okinawana, eventos, dicas de lugares para ir, livros, filmes e tudo que pode enriquecer a vida de um karateka. Espero que gostem, comentem, participem e ajudem esse blog a ter um conteúdo rico e agradável.